quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Lenda de Materyalis - Resenha

A Lenda de Materyalis
As Crônicas de Aliank # 1

Autor: Saymon César
Ano: 2016 
Páginas: 239
Editora: Novo Século - Talentos da Literatura

Sinopse:
No princípio dos tempos, as sociedades de Hedoron acreditavam nos mandamentos dos servos de Materyalis, suposto deus criador do Universo e da vida. A lenda diz que a divindade se angustiou ao observar os atos corruptíveis das suas criaturas e atribuiu a si toda a culpa da imperfeição dos povos. Sua consciência atordoada separou sua essência em duas entidades, criadoras de ideologias extremistas que dividiram a crença das sociedades. Assim nasceu a materja, a guerra que visa a consolidação de uma verdade entre todas as raças. Avessa ao propósito da contenda milenar, surge uma sociedade secreta, que busca o único artefato capaz de desvendar o que realmente foi Materyalis e, assim, livrar os povos da dúvida que os condenou aos intermináveis confrontos. Mas, para chegar ao objetivo, é necessário usar a misteriosa aptidão de cinco indivíduos habitantes de Aliank, um reino dominado por contradições que podem apressar a ruína do mundo antes que a verdade sobre Materyalis seja revelada.


Resenha
No Princípio dos tempos, o deus Materyalis - criador do universo - decepcionou-se com sua criação  e resolveu dividir sua essência em dois deuses antagônicos... Materyon - o deus da benevolência -  e Marilis - o deus maldito, formado pelas energias negativas - e desde então as sociedades subdividiram-se em suas ideologias e o mundo passou a viver em uma guerra sem fim.
Logo no início do livro, nos deparamos com uma carta - Anotações Iniciais - que nos mostram o propósito da missão dos Veniristas - Os que eram detentores da sabedoria absoluta - . Essa carta no início é bastante detalhada e acaba deixando a leitura um pouco lenta, mas as informações são essenciais para um melhor entendimento da história.
... Uma sociedade secreta que busca encontrar o Sinkra, um artefato milenar capaz de revelar todos os segredos da criação, para que assim possam acabar com os conflitos ideológicos dos povos, permitindo que a sociedade de Hedoron possa desfrutar tempos pacíficos.
A história vai sendo narrada através de visões realizadas com o Sinkorbe - um cristal - e vão revelando a busca por 5 seres - denins - que possuem aptidões - dens - capazes de controlar energias em Hedoron.

A Lenda de Materyalis é uma fantasia incrível, a criatividade do Saymon vai além do que já conhecia em diversos livros do gênero que já li, apesar de conter alguns personagens conhecidos como: dragões, elfos e nós, humanos... conhecemos personagens singulares como os majurks, ajargs... e somos surpreendidos com seres e poderes novos, ele também nos apresenta o mundo de Hedoron com uma riqueza de detalhes que nos faz visualizar o que estamos lendo. E ainda nos identificamos com conflitos religiosos entre crenças e "o bem e o mal", algo comum na nossa realidade atual.
Gostei bastante da diagramação e revisão do livro, não encontrei erros ortográficos e as folhas são amareladas e com fontes propícias para uma boa leitura.
Super recomendo o livro! Mais um nacional de fantasia incrível, com um toque medieval e que merece destaque por possuir uma escrita inteligente e instigante. Já ansiosa pela continuação!


Ps.: Os fãs de RPG não podem deixar de ler 😉

Para conhecer mais sobre As Crônicas de Aliank e acompanhar as novidades nas redes sociais é só dá uma olhada nos links a seguir!
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sábado, 17 de dezembro de 2016

Mosaicos - Resenha

Mosaicos

Autor: Glauber Vieira Ferreira
Ano: 2015 
Páginas: 110
Editora: Penalux

Sinopse:
O escritor sentou-se à mesa e encarou o papel branco a frente. Impaciente, balançava a caneta de um lado para o outro. A inspiração não chegava, sua mente parecia tão vazia e estéril quanto aquela folha de celulose.

Resolveu o problema ao levantar a cabeça e olhar para o mundo.

Sim, já estive na situação do personagem do texto; certamente esse tipo de bloqueio acontece com todos que se propõem a fazer arte, mas é destruído como uma parede de areia logo que o artista se proponha a visualizar e analisar o patrimônio humano que nos rodeia.

O mosaico como forma de arte é uma figura feita a partir de cacos sem grandes significação. Daí vem o título do livro: a partir de fatos corriqueiros percebidos ou imaginados por mim, me propus a retratar um pequeno microcosmo da sociedade.

O livro reúne 93 minicontos, de temas diversos como circo, relações humanas, problemas sociais e natureza.

Mosaicos...
Um livro encantador e profundo, repleto de fragmentos diversos da realidade que têm um poder de levar a nossa sensibilidade enquanto leitor, à uma busca pela compreensão particular de cada miniconto, que nos revelam o mínimo necessário, induzindo o leitor a participar da história, preenchendo as entrelinhas deixadas ocultas pelo autor ao escrever.
Esse foi o primeiro livro de minicontos que li, e fiquei encantada com a variedade incrível entre conflitos sociais, conflitos existenciais, humor, drama... tudo isso revelado em cada miniconto de forma concisa, mas sempre com um sentido profundo, e em alguns casos provocando o leitor uma ampla variedade de interpretação do conteúdo implícito no texto.
Seria bem difícil falar de cada um dos 93  minicontos, então deixarei alguns aqui para que vocês possam apreciar esse "Mosaico" tão ricamente montado, desde a capa até a última página, e repleto de "pequenos" textos com "grande" conteúdo, que nos despertam um misto de emoções.
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Circo I
O circo chega à cidade e, como é de praxe, um dos responsáveis, senhor Raymundo, comparece a uma escola local, para matricular as crianças do grupo.
- Endereço? - Perguntou a secretária.
- O mundo. 

 Mãe Natureza
Oh, mãe natureza...
Comportamo-nos como filhos?

Mosaicos tornou-se um dos meus livros de cabeceira, então super indico! E para conhecer mais sobre o Glauber e seus trabalhos, deixarei aqui alguns links, inclusive um, de uma entrevista realizada por um amigo literário de outro blog.

Gostaria de deixar aqui as minhas felicitações para o Glauber Vieira que está aniversariando hoje, Parabéns Glauber, muita saúde e sucesso para ti.

Mércia Machado