quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Gincana #SetembroPolicial

Olá Amantes dos livros!

Chegou a hora de você se provar e nos mostrar que é um(a) grande investigador(a); os idealizadores do #SetembroPolicial te convidam a solucionar um caso muito intrigante e hilário que aconteceu durante uma trilha em Niterói. Caso você seja o(a) Detetive que consiga coletar todas as respostas e ser o(a) primeiro(a) a nos enviar no dia estipulado, além de ser reconhecido(a) como um(a) grande Detetive, ainda vai levar para casa esse Kit de autores clássicos da Literatura Policial e mais alguns mimos exclusivos do #SetembroPolicial!

A Thamiris do blog Eu Li ou Vou Ler, fez um vídeo explicando tudo direitinho e você pode conferir clicando aqui , você também pode conferir o regulamento completo clicando aqui.

As pistas já começaram a serem espalhadas desde o dia 18 e continuarão até o dia 28, em posts dos blogs Eu Li ou Vou Ler, Jeniffer Geraldine, Um Café Com Luke, Conversa de Livro, Dicas da Isa, Plataforma 9 3/4, Ponto Para Ler e aqui no meu blog, então não perca a oportunidade de descobrir conteúdos maravilhosos da Literatura Policial, reunir todas as pistas “escondidas” nos posts e ser o(a) primeiro(a) Detetive a responder nosso mistério e levar para casa esse Kit lindo!

Deixo aqui o texto do caso que você foi incumbido(a) de resolver, não vou lhe desejar sorte, pois sei que você não precisará, pois sabe muito bem usar suas habilidades de dedução.

Caso: Desaparecimentos na Trilha de Niterói
Por Paulo Souza

Quando um grupo de amigos feitos pela internet resolver se encontrar pessoalmente, lembre-se de um fator muito importante: não façam uma trilha no primeiro dia. Não estou falando isso por conta de uma trilha poder ser cansativa, mas de como uma trilha pode despertar o lado mais improvável das pessoas. A probabilidade de uma pessoa que você acabou de conhecer pessoalmente surtar no meio do mato é a mesma de um garçom conseguir fechar a conta de uma mesa de primeira. Ou seja, as pessoas irão surtar.

Antes de começar a contar sobre as desventuras do dia do grande encontro do Pacto Literário, preciso dizer quem são as pessoas, para que você tente descobrir o que realmente aconteceu. O Pacto Literário é um grupo de blogueiros que foi criado pela “chefa” Thamiris, que conseguiu reunir as pessoas que mais parecem o resultado de uma alucinação superior. Temos a Isa que podemos resumir como a louca das facas, resumo autoexplicativo. A Jeniffer a nossa rainha da Bahia, nós a elegemos a este posto, porém as vezes esse posto lhe sobe a cabeça. Lucas, nosso garoto paulista viciado em um café e dono da maior capacidade de fazer montagens em fotos, nem sempre usada para o bem. Eu e Ana, o casal do grupo que sempre é o alvo das montagens do Lucas. Cris, que é aquela pessoa que some, pois vive seus dias descendo a ladeira num carrinho de rolimã e se refrescando com açaí, e no futuro será aquela tia que dá bom dia no grupo da família e ajuda os sobrinhos a montarem carrinhos de rolimã. Mércia, essa sim é a sumida do grupo, quando menos esperamos ela da um oi, fala que está viva e volta para o seu planeta, afinal ela é mãe e já tem responsabilidades suficientes para se preocupar para ficar de olho nas crianças loucas do Pacto Literário.

Agora com as devidas apresentações vamos ao fato que ocorreu durante a trilha, nos reunimos em Niterói, onde a chefa Thamiris mora, e já no primeiro dia resolvemos fazer uma trilha. Eu já disse que isso não é uma boa ideia? Pasmem, com apenas quinze minutos de subida, Mércia sumiu, nada de estranho já que ela é dessas, mas o problema veio logo a seguir quando ouvimos um grito no meio da mata e encontramos uma faca presa em uma árvore. Quando percebemos, Isa, Lucas e Cris sumiram também. Mércia já havia sumido de início. Thamiris estava comigo e Ana tentando entender o que estava acontecendo enquanto Jeniffer estava com um olhar já bugado. Não sabíamos o que estava acontecendo, mas já tínhamos a certeza de que a ideia da trilha foi uma furada.

Mistérios: Onde está a Mércia? Onde está o Lucas? Onde está a Isa? Onde está a Cris? O que deixou Jeniffer com o olhar bugado?


As participações para o 2º sorteio encerram amanhã (21/09), corre lá e garante a sua chance! (Regulamento Aqui)

Mércia Machado



domingo, 10 de setembro de 2017

Setembro Policial - Um Passeio no Jardim da Vingança

Um Passeio no Jardim da Vingança, é um livro de ficção policial. Uma trama repleta de suspense e que faz o leitor "viajar" no mais profundo da mente humana.

Daniel Nonohay
Páginas: 301
Ano: 2016
Editora: Novo Século
Sinopse: 
As grandes cidades convivem com a divisão entre as “zonas vigiadas” e suas periferias. O uso de drogas e medicamentos é disseminado, sendo controlado por laboratórios. Implantes cibernéticos são uma realidade, aumentando capacidades e aptidões, como a de memória, para aqueles que conseguem arcar com os custos. Religiões e grupos terroristas alimentam-se do descontentamento e das diferenças sociais.

Venha acompanhar a história de Ramiro, um advogado que perdeu o prazer de viver. Depois de quase ser morto, tenta retomar a rotina profissional e dar sentido ao que restou da sua vida. Em litígio com os sócios do escritório, parte como caçador em busca de uma vingança que o acabará transformando em caça.

Perseguido, doente e sem recursos, a sobrevivência de Ramiro dependerá da sua capacidade de improvisação, do seu conhecimento de sistemas de dados e das aptidões adquiridas com dois implantes cerebrais, que lhe permitem acesso à “rede” e aumentam a sua memória.

Um Passeio no Jardim da Vingança é um suspense denso, com personagens marcantes e amorais, que dão à narrativa múltiplos pontos de vista e linhas cronológicas, e onde a ficção científica é um pano de fundo para uma história na qual o personagem principal é a natureza humana.
Um cenário futurístico onde a tecnologia se torna parte do corpo humano, através de "neurochips" que são implantados no cérebro e que permitem que o implantado tenha uma capacidade de armazenamento de memória evoluído, um infinito banco de dados como uma espécie de "nuvem", onde ficam registradas todas as memórias e ainda possibilita o acesso à rede. Porém essa aptidão é privilégio dos que possuem dinheiro suficiente para arcar com os custos.
O protagonista Ramiro, um advogado que abriu mão de seus ideais em troca de um futuro estável, vive uma vida amarga, onde a rotina de trabalhar em algo que não lhe trás satisfação pessoal, um casamento de conveniência onde não existe  sentimento e nem respeito mútuo, e o uso desenfreado de medicamentos e drogas, algo comum em toda a classe social mais abastada, o faz viver sem um sentido verdadeiro de existência.
Porém ele só vem a se dar conta disso, ao sofrer um "choque" de realidade. depois de sobreviver a um ataque terrorista.
Depois de algum tempo em coma induzido, para a realização de vários procedimentos, Ramiro acorda e começa a avaliar tudo o que aconteceu, e também a espécie de vida que tem e o tipo de homem que se tornou.
E ao tentar realizar as mudanças necessárias para ocupar o cargo que antes almejara, descobre que seus sócios guardam segredos obscuros e ao acessar a rede de dados através de seu implante, encontra provas que podem mudar a vida das pessoas mais poderosas da sociedade, e ao tomar posse desses arquivos, transforma-se no alvo mais procurado e que precisa urgentemente ser destruído, antes que a verdade venha a tona.
"O sistema era pouquíssimo suscetível a falhas. Conseguia inclusive, alertar o administrador em caso de alterações de marcadores fora do padrão, como no caso de estresse excessivo. O usuário poderia estar com algum problema de saúde, com a capacidade de discernimento comprometida ou estar sendo forçado ao acesso por outra pessoa, por exemplo.(...)"
Para Ramiro só existe uma saída: Destruir todos aqueles que o procuram, então dá-se início à uma rede de planos de vinganças.
Daniel Nonohay nos mostra uma sociedade obscura, onde a sede pelo poder, é capaz de destruir vidas inocentes e a divisão de classes, de grupos religiosos, tudo isso é cenário do "Passeio no Jardim da Vingança".
O autor escreve com uma propriedade incrível sobre o cenário jurídico, afinal é seu ambiente de trabalho. E isso faz com que o leitor se prenda na escrita detalhista e por vezes custa discernir a ficção da realidade. Afinal a conjuntura política atual em que vivemos, está repleta de ganância, crimes, corrupção em massa... onde um "fio partido", faz com que toda uma teia  venha se desintegrando e um encandeamento de "anti-heróis", faça com que todos eles em determinados momentos deixem de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas... Sim! Digo isso na ficção em "Um passeio no jardim da vingança" e também (e infelizmente), em nossa realidade social, em nosso país.

Um livro nacional, digno de estar entre os "tops", que possui uma trama envolvente, nos fazendo questionar sobre o uso da tecnologia não só em um futuro distante, mas na nossa atualidade, e em como ela pode se afetada de forma benéfica ou maleficamente... Será que apesar de não nos colocarmos diariamente diante de máquinas, ligados a algum dispositivo, buscando uma "realidade virtual", já não vivemos alienados? 

Quanto à edição... Eu fiquei super curiosa em realizar a leitura desde o primeiro momento que vi a capa (fiquei feliz por não me decepcionar hahaha), as páginas são amareladas e não encontrei erros ortográficos.

Daniel Nonohay - Nasceu em 1973 e mora em Porto Alegre. É casado e pai de duas filhas. Juiz do trabalho, escreveu o seu primeiro romance à mão, em dois cadernos pautados, quando tinha 17 anos. É autor de artigos técnicos, na área do Direito, e políticos que foram publicados em livros, jornais e sites. Organizou livros de coletâneas. É colorado. Atuou como professor e é pós-graduado em Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho e Direito Previdenciário. Foi Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atualmente, aproveita cada segundo livre para escrever, a sua grande paixão (depois, é claro, das “suas mulheres”).

Para conhecer mais sobre o autor e seu trabalho:

Por: Mércia Machado