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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Caminhos do coração - Quando coisas ruins acontecem o que fazer? - Resenha

Um livro infantojuvenil que nos mostra uma situação de perda e dor, juntamente com todos os questionamentos que costumam surgir nesses momentos.

"Sophia estava na sala de aula, admirando o dia perfeito com céu azul pássaros voando e cantando entre as nuvens no ar." (Como é bom ser criança e percebermos o quanto as coisas simples são as que mais importam para nos fazer sentir felizes, não é?) sim, Sophia estava muito feliz e contando as horas para chegar em casa e ir correndo contar as novidades para seu amigo Miguel... Mas logo se fez lembrar, que Miguel está doente, e há algumas semanas hospitalizado. Ia ter que esperar para esse encontro acontecer.
Nesse mesmo dia, Sophia recebe uma noticia na escola, que abala fortemente o seu coração e a enche de questionamentos... por experiencia própria (infelizmente) ouso admitir que em nosso lado humano, sempre existe uma parte que busca por respostas... justificativas... para esses acontecimentos na vida.

Isso me fez lembra o maior questionamento de um livro que li, "A Cabana", que atrai opiniões bem controvérsias entre seus leitores...
"Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?"


Gosto de livros que nos instigam a esse tipo de reflexão. Se toda dor e sofrimento, cada lágrima derramada sobre a terra por esses motivos, são resultados direto ou indiretos, de erros (pecado), e nós, seres humanos, temos o livre arbítrio. Sabemos que errar (pecar) pode vim a nos causar sofrimento, e muitas vezes, não apenas para nós, e sim para aqueles que estão a nossa volta... aqueles que amamos... por que hesitamos em "pensar com coerência", antes de tomarmos qualquer decisão? Porque até julgamos as pessoas hoje em dia, por buscarem agir corretamente, intitulando-as de "certinhas", como se "ser certo", fosse um defeito? 😴

Precisamos de uma boa dose de reflexão para entender a perda, aceitá-la e encarar o desafio de viver, aproximando-nos de quem realmente possa nos ajudar

É encarando nossas dores e nossos medos, que estaremos nos fortalecendo para a vida.

O livro voltado para o público infantojuvenil, de linguagem simples,  transmite uma mensagem  de reflexão e compreensão para qualquer leitor, em qualquer idade.

Quanto a edição, o livro é pequeno (40 pág.), bem revisado, não encontrei erros ortográficos. As fontes são grandes, o que permite uma melhor leitura para o publico alvo. Possui lindas ilustrações ao longo das páginas e como são em preto e branco, já imagino a ansiedade dos pequenos leitores em sair colorindo tudo.

Vou passar o livro para minha filha ler (ela tem 10 anos) e indico a leitura, por acreditar que ela tem muito a acrescentar aos nossos filhos e a nós mesmos.

PORTO DE LENHA EDITORA - COMPRAR

Caminhos do coração - Quando coisas ruins acontecem o que fazer?

Autora - Cláudia Fontenele
Ilustrações - Ravena Fontenele

Todos nós, crianças ou adultos,
um dia nos deparamos com situações adversas,
com situações que nos levam a indagar
acerca da bondade e do amor de Deus.
quando somos visitados por enfermidades,
quando perdemos um ente querido
ou quando somos alcançados por separações
e não encontramos respostas fáceis,
É nessas horas que precisamos
buscar o consolo em braços amigos;
precisamos crer que há alguém
que tem as respostas
e quer, de verdade, ajudar-nos
em nossas dores e em nossos medos.
Este livro é para você, amiguinho (a)!
É o apontar de um caminho,
às vezes fácil, às vezes difícil,
mas que é pleno de sinceridade:
em Jesus, você tem
“o caminho, a verdade e a vida”.


 Mercia Machado

domingo, 12 de maio de 2019

Reino de Aequalis - Resenha

Reino de Aequalis
Autora: Tânia Gonzales
Categoria: Fantasia
Editora: Upbooks
366 páginas

Sinopse
Será que você consegue imaginar um lugar cheio de árvores, flores, lagos, bosques... Florestas incríveis, que encantam os olhos dos mortais e palácios magníficos localizados nos quatro cantos do reino, para que a amada família real possa participar da vida de seu povo e zelar pelo bem estar de todos? Será que você consegue imaginar um lugar onde as pessoas são felizes porque vivem em um reino de justiça, paz e perfeita harmonia?
Você consegue imaginar um lugar onde todos têm casas para morar, alimento em abundância e amam o seu trabalho? Greves? Não! Manifestações contra o rei? De jeito nenhum!
Um lugar assim parece uma utopia, não é? Mas este lugar existe... Este lugar é o “Reino de Aequalis”! Você não encontrará Aequalis em mapas e não saberá quando tudo aconteceu... Ah, você gosta de datas, não é? Perdoe-me, mas não as terá, mas a partir de agora você conhecerá os habitantes deste reino, especialmente a família real e os “diferentes"...
E então poderá dizer se o “Reino de Aequalis” é realmente um reino de justiça, paz e harmonia.


Está pronta para viajar? Feche os olhos, Nina, feche os olhos e abra o seu coração...

Nina é uma jovem que ama ouvir as histórias contadas pelo pai... desde a gestação de sua esposa, o César conta histórias para a filha e no dia do seu aniversário de 15 anos, iniciaria a tão esperada história sobre o Reino de Aequalis.

Nina nem conseguia acreditar que chegara o tão esperado momento...

A palavra Aequalis (latim), significa "igual".

O Reino de Aequalis é um reino de justiça e paz, um lugar onde as pessoas vivem por 100 anos, com uma saúde perfeita, todos têm casas para morar, alimentos em abundancia e amam o seu trabalho.
A família real é respeitada e amada, e participam ativamente da vida de seu povo. 
Lugar perfeito não é?

Até poderia ser... mas, em Aequalis, como em todos os outros reinos, existem as leis que precisam ser seguidas. E é a Lei dos Diferentes, que já vigora há alguns anos, que faz com que esse lugar não seja tão perfeito assim.

Quase todos os habitantes são conformados com essa lei, raramente ela é infringida. Até o dia em que um membro da família real, a questiona e decide tentar mudá-la.

"O amor faz milagres. É isso... O amor faz milagres. O amor muda as pessoas! Quem sabe possa mudar uma Lei, não é mesmo? ..."

Não vou falar aqui sobre cada personagem que me marcou, porque seria difícil não falar detalhes sobre eles... prefiro que você leitor, os conheça, como eu conheci. 

A Tânia tem uma escrita simples, repleta de amor. Nos faz ler cada página com voracidade, para sabermos do desfecho final.
O livro é um romance cristão, que retrata a importância do amor, de lutar pelos nossos sonhos, mesmo que eles pareçam impossíveis de serem alcançados. Nos mostra também o efeito nocivo do preconceito, que infelizmente é cada vez  mais presente em nossa sociedade.

Eu leio vários gêneros, mas amo ler romance, principalmente quando a trama nos transmite uma grande dose de emoção e nos aproxima do acontecer cotidiano, de forma instrutiva.
No reino de Aequalis, não há apenas elementos românticos, mas, superação, tragédia, preconceitos, amizades, fé, amor, inclusão...
Sentimentos humanos, um cenário marcante e personagens bem construídos e carismáticos. 

A Edição está linda. Como sempre a UPBooks fez um excelente trabalho, pensando em nós leitores. As páginas são amareladas, as fontes de um ótimo tamanho para leitura e não encontrei erros ortográficos.
Super recomendo a leitura!
Para adquirir o livro, é só dar uma olhada no site da editora (Aqui). 



sábado, 27 de abril de 2019

Filhos da Mãe - Resenha

Olá amantes dos Livros!
Hoje venho compartilhar com vocês, minha experiência de leitura com esse livro lindo que recebi há poucos dias...


Filhos da Mãe
Uma antologia de poesias,

organizada pelo escritor Diego Demétrius Fontenele.
Já tive oportunidade em outros momentos, de ler livros de antologias em que o Diego participa, e até mesmo o livro dele (Despertar e Outros Poemas). E sou fã da forma que ele escreve.
Sempre falo por aqui, o quanto gosto de poesias, até costumava escrever algumas de vez em quando (rsrs). E para mim, esse é o gênero literário que mais consegue expressar e dar  vida à sentimentos. 

Comove... sensibiliza... desperta sentimentos... inspira e encanta o leitor.

No livro Filhos da Mãe, o Diego escreve, juntamente com sua mãe, (Cláudia Fontenele), suas irmãs (Débora Fontenele e Ravena Fontenele), Seu primo (Arthur Torres) e seu grande amigo (Elisafã Martins).

Gosto de ir lendo aos poucos e "degustando" cada uma das poesias e foi o que aconteceu com esse livro. 
Cada poesia nos desperta sensações diferentes e aos poucos vamos conhecendo as características de cada uma das pessoas que a escreveu... logo me peguei identificando o (a) autor (a), sem mesmo precisar olhar o nome, que fica no canto superior direito das páginas.

As poesias do Diego, expressam com perfeição o coração que ele tem. Não o conheço pessoalmente, mas já somos amigos virtuais e parceiros literários há algum tempo.

"...
Sei que não se faz mais saudade
Como antigamente se fazia
Hoje é tudo tão fácil
Tão perto
Ao alcance de um toque
Uma ligação
E ao mesmo tempo tudo tão difícil
Tão frio e distante.
..."
Carta - Diego Demetrius


E gostei bastante de conhecer a escrita de todos os outros... A Cláudia me despertou uma conexão instantânea muito boa, ler o que ela escreveu, me fez ter a certeza que seria ótimo sentar para "batermos aquele papo", e compartilhar experiências da vida, acredito que seríamos boas amigas rsrs. Acho que vi a mim mesma, em alguns momentos, nos sentimentos expressados nas poesias dela.


"É tempo de poesia
As flores se enfeitam
De vivas cores.
Os pássaros cantam
E encantam com
Suas plumas renovadas.
É tempo de poesia.
A natureza está exuberante.
A fauna e a flora se enchem
De vivacidade e harmonia.
Vamos festejar a vida.
Vida dos pequenos e dos grandes.
É tempo de primavera!
É tempo de poesia.
Tempo dos amantes
Caminharem de mãos dadas.
É tempo de escrever
Em nostalgia, nas madrugadas.
É tempo de poesia.
Pintar com cores vivas
O amargor da vida.
É tempo de poesia.
Receber uma cascata
De emoções ditas.
É tempo de poesia.
Gotas de chuva
Caem no meu coração!"


É tempo de poesia - Cláudia Fontenele

Gostaria de destacar também aqui, o quanto admiro os desenhos da Ravena, sou seguidora no instagram e sempre me encanto com seu talento. Além de escrever, a Ravena também é responsável pelas ilustrações do livro, inclusive da capa. Parabéns, moça! 



Quanto à edição, o livro é pequeno (72 páginas), possui páginas amareladas e não encontrei erros ortográficos. A diagramação está linda e dá para percebermos o carinho pela qual foi preparada.





quinta-feira, 11 de abril de 2019

100 Dias na Terra - Resenha

100 Dias na Terra

Rúbia Albuquerque

Ano: 2017 
Páginas: 220
Idioma: português 
Editora: Upbooks
Sinopse
Calebe é um morador de Lundi que tem como missão passar 100 dias no Planeta Terra enquanto recolhe informações para um relatório sobre como os habitantes do Planeta Terra estão sendo afetados pela Grande Guerra - um conflito entre o bem e o mal que já dura milênios.
Ao conseguir um trabalho como fotógrafo em um documentário, ele passa a maior parte do tempo viajando ao redor do mundo para contar histórias relacionadas a grandes tragédias. A equipe começa filmando no Brasil, conversando com parentes das vítimas de um grande acidente aéreo, depois Grécia, onde conhecerá histórias de refugiados e pessoas que procuram ajudá-los, Índia – país onde a cada 21 minutos uma mulher é estuprada, Indonésia, Malásia e Tailândia, países mais atingidos por um tsunami, Ruanda, com suas trágicas histórias do genocídio, França e suas marcas devido aos atentados terroristas e finalmente os Estados Unidos e as lembranças do 11 de setembro.
Calebe chega aqui com uma visão própria de um observador distante, mas isso logo muda enquanto ele vivencia novos sentimentos e situações ao conviver com pessoas daqui - especialmente uma colega de trabalho, Maria Eduarda, ou Madú.
Neste livro, ficção e realidade se misturam para trazer ao leitor não apenas momentos de entretenimento, mas também de reflexão em relação a si mesmo e o mundo em que vive.

"No começo achei que o período que iria passar aqui era longo demais, mas agora me pergunto se será suficiente"

A grande Guerra está se aproximando do desfecho e esse conflito entre o bem e o mal já dura milênios.

Calebe é habitante do planeta Lundi , um planeta de outra galáxia - a qual nós chamamos de Andrômeda -, o planeta Lundi é 11 vezes maior que a terra. Todos os habitantes vivem em harmonia onde cada um se importa com o bem-estar do outro, desde a infância Calebe sempre sonhou em conhecer o planeta terra - o planeta caído - e por isso se voluntariou para essa missão. O que ele nunca imaginou é que, mesmo tendo estudado muito sobre esse planeta, viver essa experiência o surpreenderia tanto.

"Como uma raça inteira poderia estar tão degradada? Como os terráqueos não se preocupam com a deterioração da sua própria espécie? Como todas aquelas pessoas conseguiram passar direto, sem ao menos um simples olhar de compaixão?"

Todos esses questionamentos começaram a surgir após Calebe passar pelas ruas e ver pessoas nas calçadas, pedindo dinheiro e comida.
Em sua missão de 100 dias na terra Calebe precisa conhecer o máximo sobre a humanidade para fazer o seu relatório e após buscar por emprego, conseguiu se encaixar em um documentário que seria gravado em uma viagem a vários países, para retratar como pessoas de diferentes culturas lidam com a dor.  Calebe foi contratado como fotógrafo, e se revelou um expert em captar na fotografia a verdadeira essência do momento.

Ao longo de sua jornada Calebe se torna um deles e até chega a vivenciar... sentir na pele, as suas dores. Conhece novas pessoas, novos amigos, e entre eles posso destacar Madú e Tomás, dois personagens que acabam fazendo uma grande diferença na vida dele.

100 dias na terra é um romance de ficção científica Cristã, gosto muito de ler Sci-Fi, e fiquei muito curiosa quando li a sinopse. Confesso que de antemão, já estava encantada pela capa  - e sim, sou dessas! 😌

E fiquei feliz ao ler o livro e superar as minhas expectativas. A Rúbia  Albuquerque, conseguiu unir realidade e ficção de uma forma admirável.

Quando viajamos juntos com os personagens e conhecemos sobreviventes de catástrofe, como o tsunami na Indonésia, genocídio na Ruanda, entre outros fatos reais, porém citados através de entrevistas com personagens (fictícios) sobreviventes, falando sobre como tudo aconteceu e como eles conseguiram lidar com tudo isso, é impossível não se sensibilizar  com esses relatos,  que não são histórias reais mas até poderiam ser, afinal a mídia mostra tudo que acontece de ruim mas pouco sabemos (ou fazemos), sobre algo realizado para amenizar as dores dessas pessoas a longo prazo.

"Essas pessoas estão dispostas a falar de algo muito difícil e dolorido algumas superaram outras não. Se abrimos as feridas, nós precisamos saber fechá-las. Seria errado fazê-las falar sobre um tema delicado e depois ir embora"

Difícil não ser tocada ao ver tudo que acontece em nosso planeta pelo ponto de vista de alguém que vive em um mundo perfeito e na presença do eterno, e não parar para refletir.

Será que fazemos algo para melhorar a vida de quem está à nossa volta? Todos os dias nos deparamos com cenas, atitudes, que não deveríamos enxergar como algo normal, mas já nos acostumamos com isso, e ao ler esse livro muitas vezes me surpreendi com  o quanto a humanidade tem se tornado cada vez mais desumana.

O fato de ser um livro Cristão, e em vários momentos falar sobre Deus - O Eterno - não é algo que impõe uma religião. O protagonista sempre que questionado sobre suas crenças em seus diálogos com os amigos, coloca de forma simples sua fé no eterno e o amor que ele tem por cada um de nós, com o intuito de mostrar que podemos fazer a diferença nas vidas das outras pessoas e também na nossa.

Quanto a edição Eu gostei muito da diagramação, temos algumas folhas pretas, com papel que possue semibrilho. Nessas páginas as fontes são brancas e elas se encontram no início do livro e entre os capítulos. Não encontrei erros ortográfico, as páginas são amareladas e as fontes de um bom tamanho para leitura. 
A Rúbia ainda cita durante a Trama escritores e livros que gosto bastante  -Vou deixar um exemplo aqui -,  em alguns momentos ao fim das reportagens, deixa uma nota sobre quando, onde e como aconteceram os fatos reais abordados no livro.

"Somente quem ama tem ouvidos capaz de ouvir e entender as estrelas - Olavo Bilac"

Super indico o livro, e se você já leu, gostaria de saber suas impressões! 



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Coração de Poeta - Em Prosa e Verso - Resenha

Olá, amantes dos livros! 

Hoje trago para vocês, a resenha do livro "Coração de Poeta - em Prosa e Verso". Trata-se da primeira biografia do escritor Soares de Souza Júnior, autor da letra do hino oficial do Estado do Rio de Janeiro e patrono da cadeira 42 da Academia Fluminense de Letras.

Um autor que fez uma grande diferença na literatura em seu tempo, porém foi sendo esquecido ao longo dos anos. 
Confesso que não sou muito adepta da leitura de biografia, mas desde o momento que vi a premissa do livro, fiquei extremamente curiosa em realizar a leitura. 
O autor Marcos Mônaco nos presenteia com uma obra rica em detalhes, que tem como foco principal a vida literária dos Soares de Souza

E tais fatos são apresentados de forma linear, acrescidos sempre de fragmentos reais, como recortes de jornais e transcrições de críticas aos seus trabalhos na época.

O Soares de Souza, foi um dos escritores brasileiros mais aplaudidos no século XIX, teve grande destaque nas suas atuações abolicionistas e republicanas, e foi alvo de grandes críticas - positivas e negativas - em seus trabalhos literários como poeta, dramaturgo, jornalista e tradutor. 
Um grande defensor dos direitos humanos, que não se calava diante dos fatos. 


"E sucumbiremos nós?
Talvez que sim, pois é essa a sorte do jornalismo no Brasil, fecundo torrão onde se cultiva a terra e não a inteligência, onde o homem não precisa saber para enriquecer-se. Feliz Terra!"


Achei muito legal a forma que o Marcos Mônaco descobriu e decidiu pesquisar mais sobre o autor - até então, também desconhecido para ele -. 
E o que me impressionou ainda mais, foi o fato de que, apesar da importância que o Soares de Souza teve com suas obras em vida, ele tenha ficado quase que totalmente esquecido... Pouco se encontra disponível de suas obras.

O livro Coração de Poeta, está dividido em três partes...

Na parte I, conhecemos quem foi Soares de Souza e o quão relevante foram seus trabalhos para a sociedade.


"Um Jovem Talentoso e idealista...
Admirável tanto pelo seu talento como pela incansável operosidade e fecundidade em escrever, como poeta, como jornalista e como dramaturgo."


Na parte II, temos uma antologia de poesias.


"Olhar de minha mãe
Aquele olhar que sinto em mim fixado,
Inquieto, indagador, tem tal ternura,
Que mais o vejo e mais se me afigura
Ver dentro escrito nele o meu passado.

Nasceu quando eu nasci; foi a meu lado,
Naquela suavíssima doçura,
Como estrela a guiar-me em noite escura,
E sempre o meu abrigo, eu - seu cuidado.

Olhar da minha mãe, tão casto e santo,
Se me foges às vezes é que o pranto,
Quando sofro, ocultar-me tu desejas...

Então sorris chorando... Uma tormenta
À luz do sol... olhar que me sustenta,
Olhar de minha mãe, bendito sejas!"

Na parte III, alguns contos do autor. 
A leitura desse livro foi uma experiência incrível para mim, confesso que é difícil distinguir de quais momentos gostei mais.
Quanto à diagramação, quero parabenizar também à Lura Editorial. É a primeira vez que leio um livro publicado pela Editora, e percebi o capricho com a edição. A capa está linda, as páginas são amareladas e a fonte de ótimo tamanho para leitura. Temos algumas fontes diferenciadas em títulos e datas que vão sendo apresentadas na linearidade dos acontecimentos, como também imagens... E aquele cuidado especial, entre as divisões das três partes do livro. (💖) Não encontrei erros ortográficos.


Por fim... Não tem como não indicar a leitura dessa obra!
Coração de Poeta... 
No Skoob - Aqui
No Instagram - Aqui
Na Livraria da Lura Editorial - Aqui


sábado, 19 de janeiro de 2019

Minha lista de coisa para viver - Resenha


Minha Lista De Coisas Para Viver
Ana Luiza Medeiros
Ano: 2016 
Páginas: 266
Editora: Casa Do Escritor
Sinopse:
Alba é uma escritora iniciante que quer mais do que tudo no mundo ser reconhecida como tal, mas o mundo editorial não é nada fácil, e mesmo trabalhando sobre as asas de uma das melhores editoras do país, seu desafio é tornar sua escrita interessante o bastante para ser publicada. Mas como? 

Com a ajuda de um novo amigo muito experiente no assunto, (cheio de segredos e com olhos verdes de arrasar o quarteirão...) e seus amigos malucos o bastante para encarar qualquer aventura, ela aceita o desafio lançado que promete revolucionar a qualidade de sua escrita. Cumprir uma lista de experiências de vida para quebrar a rotina com grande estilo! 

Descubra as loucuras que Alba e seus amigos estão dispostos a viver em nome da arte de escrever. Dê risadas, chore e se apaixone junto com eles nessa história para ficção nenhuma botar defeito!

Alba trabalha como revisora em uma das maiores editoras do país, sonha em ser uma escritora famosa e já anda escrevendo algo.

Ela é uma mulher metódica, suas coisas sempre são minuciosamente organizadas e sua rotina diária é algo previamente definido e sempre colocado em listas, sejam elas no celular, no computador ou na geladeira - ou em todos esses lugares ao mesmo tempo haha -.

Rapha e Malu são suas melhores amigas e companheiras, dividem um apartamento. E acabaram se acostumando as intermináveis listas da Alba, mas ainda assim, sempre a alertam que ela pode ficar maluca.

Bom, as pessoas metódicas tendem a ser chatas, entediantes... a Alba é escritora iniciante, e o que ela vive, acaba refletindo o que ela escreve...

Alba aproveita que trabalha numa das melhores editoras e sempre pede a sua editora-chefe e mentora para ler seu original, mas sua opinião é sempre a mesma, que o manuscrito é impublicável e sempre precisa de muitas alterações. 

E ela acaba sempre sofrendo com isso e nunca entende onde está o erro. Então suas amigas a incentivam a levar o original em uma editora nova, e é lá que ela conhece Padú.
Padú é editor chefe na editora e ao ler o original também falou o mesmo, que o livro é uma droga! E que apesar dela ter talento, a sua escrita não tem vida, precisa de algo novo, mas real... inovador... aventureiro. E a aconselha a desistir daquele manuscrito e começar tudo do zero.

Depois de se conhecerem um pouco mais, por sugestão do Padú, a Alba cria uma lista de coisas para viver. E nessa lista não tem apenas novas experiências, mas sim, coisas que sempre quis porém nunca teve coragem de fazer. E para conseguir cumprir essas metas ela precisa mais do que nunca da ajuda de seus melhores amigos.
Minhas Impressões 
Sabe aqueles livros que te prendem da primeira à última página?
Então, estamos diante de um desses! A escrita da Ana é simples e convidativa, nos fazendo ficar sempre um pouco mais a cada página e quando vemos o livro acaba. Os personagens são muito bem construídos e podemos acompanhar o crescimento da protagonista ao longo da leitura e nos encantar com os sentimentos tão verdadeiros existentes entre eles. A Alba acaba aprendendo, e nos ensinando, que por mais difícil que possa parecer, não é impossível a realização de nossos sonhos. Porém, algumas vezes é necessário parar e analisar se estamos buscando da forma correta. 

Quanto à edição, a capa e o título tem tudo a ver com a estória, não encontrei erros ortográficos, as fontes estão em um bom tamanho, apenas senti falta das páginas amareladas - prefiro-as para leitura -.
Para adquirir sua cópia, digital ou física, acesse o site oficial da autora: Aqui



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Todo o Tempo do Mundo - Resenha




Todo O Tempo do Mundo
Maurício Gomyde
Ano: 2018 / Páginas: 352
Editora: Astral Cultural

"Brasilia, 7 de dezembro de 1997

Na festa, Vitor me tirou para dançar. Era uma música da Cyndi Lauper. Minhas pernas tremeram mais do que tudo e não dancei bem, jamais conseguiria. Dois pra lá, dois pra cá, dois pra lá, dois para que lado mesmo? Ao contrário de mim ele, dançava muito bem."

A noite de 7 de Dezembro de 1997 foi até então, a mais feliz e triste na vida do Vitor e da Amanda, dois adolescentes de apenas 14 anos. 
Vitor decidiu naquela noite, revelar seus sentimentos para Amanda. E logo após a dança, veio o beijo, o momento mais esperado. Para em seguida, receber a notícia de que na manhã seguinte, Amanda e a família mudariam para o outro lado do mundo.

Foi nessa mesma noite que aconteceu pela primeira ... e segunda vez... 
Vitor viajou no tempo!
Se fica feliz, volta ao passado e revive tudo novamente, se fica triste, vai para o futuro. 
As viagens no tempo podem durar segundos, minutos ou horas... depende da intensidade dos sentimentos de felicidade ou tristeza.

Amanda vai embora com a família para Nairóbi, Quênia. E alguns meses depois, em um atentado, perde os pais e a melhor amiga. Porém as notícias se espalham nos jornais relatando também a sua morte. Amanda passa a viver uma vida mais reclusa e mesmo trabalhando em um lugar perfeito - a livraria mais linda do mundo, em Buenos Aires -, estar casada com um homem ilustre e reconhecido, e ter um amigo super especial... não consegue se sentir feliz. 
A dor da perda, o sentimento de culpa e o relacionamento abusivo que vive com seu marido, a fazem se refugiar o maior tempo possível no seu local de trabalho. Chegando sempre antes da hora e saindo algumas horas depois do final do expediente.

Vitor desde aquela noite, não consegue entender se o que acontece com ele é dádiva ou maldição. A notícia da morte de Amanda o fez viver a maior viagem no tempo, com nível de avanço 7/7, total de 72 horas. 
Os anos foram passando e Vitor escolheu a reclusão, viajando para estudar, procurando ajuda de especialistas e até conversando com o Santos na Praça do Vaticano... Nada lhe deu respostas, os médicos não acreditavam no que contava.
Vitor decidiu se refugiar na Serra Gaúcha e colocar em prática tudo que aprendeu pelo mundo, tornando-se um especialista em vinhos.
20 anos depois um convite para uma festa que reuniria todos os colegas da escola, e nesse encontro, muitas surpresas irão acontecer, entre elas, o reencontro de Vitor e Amanda - a quem a maioria considerava morta -.

Minhas impressões... 
Não tem como não falar o quanto sou fã da escrita do Maurício Gomyde. Este é o terceiro livro que leio do autor e cada vez me encanto mais com a magia que ele consegue fazer com as palavras, misturando a ficção com a realidade e tornando tudo tão palpável, que é impossível não se sentir dentro da história. 
Os protagonistas são extremamente bem construídos e a trama ainda traz elementos como: relacionamento abusivo, superação, desencontros, empoderamento, amizade e amor verdadeiro.
O livro tem mais de 300 páginas, mas a leitura flui tão bem, que é impossível não querer ler tudo de uma só vez.
E detalhe... o Maurício não é nada previsível e tem o dom de ser "surpreendente"!

A edição está linda, não encontrei erros ortográficos, as páginas são amareladas e a fonte em ótimo tamanho para uma boa leitura. Algumas páginas escuras intercalam a leitura, sempre nos deixando frases lindas e reflexivas. 
Também somos presenteados com a riqueza dos cenários descritos - vinícolas do sul do país/Buenos Aires - e as referências musicais e literárias, que como de costume estão sempre presentes nos livros do autor.
Eu super indico a leitura, e fico feliz por ter iniciado o ano com a resenha de um livro que amei.

Em breve estarei fazendo post dos quotes escolhidos durante a leitura.
Sigam o instagram do blog: @amante.dos.livros
Para conhecer mais sobre o Maurício Gomyde e seus livros, segue o instagram do autor: @mauriciogomyde

Beijinhos!


domingo, 30 de setembro de 2018

Setembro Policial - Peças Fragilizadas

Peças Fragilizadas

Um enigma para o detetive Alyrio Cobra

Autora: Vera Carvalho Assumpção
Ano: 2016
Editora: Laços
Páginas: 234

Sinopse: 
O detetive paulista Alyrio Cobra é contratado por Joca, assassino e sequestrador envolvido com a máfia dos transportes na cidade de São Paulo, um arquivo vivo que precisa ser apagado. Alyrio inicia a busca de um misterioso dossiê que, segundo Joca, poderá lhe salvar a vida.


Recebi o livro da autora, Vera Carvalho no ano passado, logo após a realização do #SetembroPolicial 2017, então resolvi deixar a leitura para a edição do projeto deste ano.

Na trama de Peças Fragilizadas, o detetive Alyrio Cobra, é contratado por Joca, o assassino - Assassino de aluguel e chefe do tráfico de drogas -.

Joca estava preso e tem a saída facilitada do presídio, para assassinar alguém que estava causando problemas para a máfia dos transportes da cidade de São Paulo. Porém, aos poucos, todos os envolvidos - direta ou indiretamente – nesse esquema, começam a morrer de forma extremamente suspeita, e ele não queria ser o próximo.

O detetive tinha uma missão, encontrar um misterioso dossiê, que permitiria ao Joca, ter um “trunfo na manga”, para através de chantagem, manter-se vivo.

Personagens secundários vão surgindo, segredos revelados... “As peças envolvidas vão se fragilizando”, e o detetive se vê cada vez mais imerso e empolgado nessa carga de adrenalina, sem medir as consequências que poderiam abalar profundamente a sua vida pessoal.

Esquemas de corrupção envolvendo políticos, propinas, envolvimentos de grandes empresários, narcotráfico... Infelizmente tudo isso é “muito a cara”, da atual conjuntura do nosso país, e quanto mais mexe, mais podre fica.

“Todo o mundo vive descontente, deprimido... O drogado era o único na sociedade que sabia exatamente o que queria. O traficante estava sempre por perto para realizar o seu desejo.”
A trama foi bem construída, o protagonista - detetive Alyrio Cobra -, possui um estereótipo bem brasileiro e está presente também em outras estórias da autora – que ainda não tive a oportunidade de ler -. 
Quanto à diagramação, as páginas são amareladas e as fontes de bom tamanho, facilitando a leitura. Encontrei alguns erros ortográficos, mas nada que atrapalhe a leitura. 

Segundo prefaciado por Nic Nilson...
... Para Alyrio, o detetive, não é apenas um caso, mas o caso no qual ele não estará com sua lupa a olhar de fora, ele é uma peça nessa engrenagem bandida. Sua missão é municiar o assassino com informações para que também se mantenha vivo! Nunca ninguém precisou tanto de um assassino para manter a própria pele!


Mercia Machado

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Férias Com Nacionais - O príncipe pardo e os reinos perdidos – Atlântida

O príncipe pardo e os reinos perdidos – Atlântida – Livro I 

Fabio L. Shadow 
Ano: 2018 
Páginas: 134 
Editora: Selo Jovem 

Sinopse: 
A era das trevas chegou a Berília! 

Sem a proteção do deus marinho Pontus, o mais poderoso reino perdido caíra nas mãos do terrível Império das Trevas. Mas uma luz incandescente capaz de romper os véus da noite surge nas terras acima das águas. 

O primeiro descendente dos dois reinos mais opostos carregando água e fogo no mesmo sangue; branco e preto na mesma pele. Um príncipe pardo. 

Inerte às lendas de seu passado, o garoto Lipe vive sob a proteção atenta de sua mãe no Caju, uma favela do Rio de Janeiro. Mas o destino é implacável e sempre encontra um meio de revelar os segredos mais ocultos. 
O príncipe pardo e os reinos perdidos – Atlântida, é o primeiro livro do Fabio L. Shadow, e dá origem à uma série de fantasia/aventura, nos levando a conhecer um mundo onde a fantasia e a realidade se misturam. 

O protagonista Lipe, um garoto de 12 anos, órfão de pai e que vive com a mãe na favela do caju (Rj), vive uma infância comum na companhia de seus amigos, mas o aniversário do Lipe está chegando e sonhos estranhos - bem reais - começam a acontecer e após uma visita da sua tia, alguns segredos vão sendo revelados. 

Lipe é o príncipe pardo, descendente de dois reinos inimigos e seria exatamente no dia do seu 13º aniversário, que ele deveria assumir o seu trono – Isso era o que esperavam, os povos dos dois reinos

O autor no trás um personagem adolescente, que vai amadurecendo através das consequências de suas descobertas ao decorrer da trama. E parte determinado em busca de respostas, mas já sabendo da sua enorme responsabilidade em acabar com o mal e devolver a luz para Berília. 
“A benção representa o desejo dos pais de que os filhos sejam felizes, mas também a consciência de que são livres para buscar a sua felicidade.” 
O livro tem poucas páginas (134) e possui uma narrativa fluída, personagens fortes e bem construídos. 
Gostei bastante da escrita do autor e do desfecho final, mas confesso que apreciaria um pouco mais de páginas, com mais detalhes por exemplo, mostrando um pouco sobre a vida na favela do caju – Gosto quando escritores usam o nosso cenário nacional e retratam a realidade do mesmo, me faz sentir mas “dentro” desse mundo no qual entramos ao embarcar na leitura. 

Li o livro em Pdf, encontrei poucos erros ortográficos, nada que atrapalhe a leitura. 

Mais um nacional que indico!
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